sábado, 31 de março de 2012

MEL

Hoje apetece-me partilhar a minha bichinha... a Mel!

Há  quase cinco anos atrás a minha irmã encontrou-a na rua e não resistiu ao encanto desta bichinha. Devia ter cerca de um ou dois meses.
Às vezes é chata, morde e arranha, mas também sabe ser meiga, e se for preciso lambe as minhas lágrimas! Adora miminhos, brincar com o seu gato de peluche e de "atacar" os meus pés.
É uma grande companheira, nunca me deixa sozinha. Se eu estou a estudar pela noite fora, ela senta-se ao pé de mim ou no meu colo e fica comigo até eu ir dormir. Se fico na sala a ver filmes ou séries, senta-se no meu colo ou deita-se ao meu lado no sofá. Se me vou deitar, vem comigo para o quarto e deita-se perto dos meus pés. Quando saio de casa, vai para a porta em jeito de despedida. Quando chego a casa, lá está ela à porta para me receber.
Não sei o que vou fazer quando esta bichinha morrer... acho que vou ter um desgosto!


Esta fotografia foi das primeiras que lhe tirei, ainda era pequenina, estava connosco há poucos dias.

 E esta foi tirada hoje, como podem ver está enorme, é o meu pequeno monstro! (:







sexta-feira, 30 de março de 2012

quinta-feira, 29 de março de 2012

Às vezes


"Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. Às vezes é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem para dizer, não ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia, nenhum pormenor, deixar tudo bem claro em cima da mesa para que não restem dúvidas e não duvidar nunca daquilo que estamos a fazer.
E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se oiça o coração bater desordeiramente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar-lhe que bata mais devagar e faça menos alarido, e esperar, esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade.
Às vezes, é preciso partir antes do tempo, dizer: aquilo que mais se teme dizer, arrumar a casa e a cabeça, limpar a alma e prepará-la para um futuro incerto, acreditar que esse futuro é bom e afinal já está perto, apertar as mãos uma contra a outra e rezar a um Deus qualquer que nos dê força e serenidade. Pensar que o tempo está a nosso favor, que a vontade de mudar é sempre mais forte, que o destino e as circunstâncias se encarregarão de atenuar a nossa dor e de a transformar numa recordação ténue e fechada num passado sem retorno que teve o seu tempo e a sua época e que um dia também teve o seu fim.
Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizémos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito. Somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor.
Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo a baixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda-fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo.
Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio, paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar.
Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer."
(Margarida Rebelo Pinto)
"A realidade é sempre uma coisa muito violenta. Ou porque é muito monótona, ou porque é muito pesada, ou porque não é nada daquilo que nós tínhamos imaginado." 
(Margarida Rebelo Pinto)

segunda-feira, 26 de março de 2012

Germes



Pois é, hoje vou falar de germes... esses bichinhos que andam por todo o lado e que nós não conseguimos ver.
Quando era criança brinquei imensas vezes na terra, comi azedas (aquelas flores amarelas que existem por aí), metia as mãos na boca sem as lavar depois de vir da brincadeira, dava beijos aos meus animais de estimação... enfim, nunca me privaram de brincar por haver a possibilidade de ficar doente, e que me lembre raramente ficava doente em criança.
Uma das coisas que os meus pais e os meus avós sempre me disseram foi: "Não bebas da garrafa ou pelo copo de outra pessoa! A pessoa pode estar doente, e depois tu ficas doente também!". Sempre me incutiram isto e eu sempre segui à risca! Nunca gostaram que eu partilhasse copos/garrafas com a minha irmã (sim, mesmo sendo a minha irmã), e se eles estavam a comer alguma coisa e eu também queria, iam comprar para mim e não me deixavam comer do que já tinham mordido, por uma questão de higiene.
Com o passar dos anos, fui percebendo o porquê de eles sempre me dizerem para não fazer esse tipo de coisas.
Sim, sou uma nojentinha com os germes e não tenho vergonha disso! Odeio que mexam na minha garrafa de água sem me pedirem, e se eu desconfiar sequer que alguém bebeu da minha garrafa, mesmo que ela esteja cheia, eu deito-a fora! Lamento, não gosto que façam isso! Se me pedirem água/sumo eu dou no fim, ou vão buscar um copinho e servem-se! Se me pedirem para dar uma trinca na minha sandes, têm duas opções ou esperam e eu dou no fim, ou tiram com a mão um bocado (de preferência com as mãos lavadas).
Ainda no outro dia, uma prof. pegou na minha garrafa de água, abriu e ficou a falar para cima da garrafa aberta! O que aconteceu a seguir? Garrafa directamente para o lixo!
Muitas vezes gozam comigo por causa deste minha mania/panca, chamem-lhe o que quiserem, mas eu sou assim em relação a isto e não vou mudar porque A ou B acha ridícula tal mania.
Recuso-me a beber da garrafa de água de alguém, nem da garrafa da minha irmã eu bebo! A menos que ela me garanta que só ela bebeu, agora de o namorado dela já tiver bebido, prefiro chegar a casa e beber água. Eu sei lá o que é que a pessoa andou a fazer! Pode ter feito sexo oral ao namorado/namorada e depois bebeu água e depois eu vou beber daquela garrafa? Que N-O-J-O! Dispenso conhecer as partes mais íntimas das pessoas! Para mim, a troca de saliva é uma coisa que não é suposto fazer-se com meio mundo!
Outros perguntam-me: "E quando tiveres um namorado? Não lhe vais dar beijos? Não vais beber da mesma garrafa de água dele? Não vais partilhar uma sandes com ele?", a minha resposta é: "Isso é uma coisa diferente! Vai ser o meu namorado! Vai ser uma pessoa que (supostamente) não anda por aí a beijar outras pessoas e etc.".
Muitos não percebem esta minha aversão a germes, mas pouco me importa! Como já ouvi dizer: "Cada maluco com a sua pancada!" ou "Não se contrariam os malucos!".
Enfim... chamam-me maluca, passada dos cornos, o que quiserem!