quinta-feira, 10 de novembro de 2011

No matter...


Quero realmente acreditar que tudo vai correr bem e que vou ficar bem.
Os pensamentos não param de  surgir, cada vez com perguntas e dúvidas mais estúpidas, com coisas que talvez nunca tivesse pensado antes... A maioria delas têm a ver com o meu querido progenitor, esse homem que se intitula de pai e que só me faz sofrer e querer ir para outra dimensão. Confesso que este homem só me faz pensar em loucuras, faz-me pensar em coisas absurdas e fico com vontade de fazê-las para que de alguma forma possa acabar com este sofrimento e esta dor que sinto interiormente. Tento pensar nas coisas boas e no que o futuro me reserva, mas cada vez se torna mais difícil, pelo simples facto de todos os dias me deitarem a baixo, só falta dizer-me que sou uma merda, se é que não o diz por outras palavras... palavras essas que tento não ouvir, conversas que tento apagar da minha memória para apaziguar um pouco esta dor. Começa a tornar-se impossível... Tento procurar força nas pequenas coisas que me fazem sorrir. Como aquelas simples mensagens, os passeios na praia, os almoços divertidos, as conversas tontas e ingénuas, coisas que por momentos me fazem esquecer tudo o que me faz mal. Sei que tenho de me focar nas que me fazem bem, só preciso de arranjar coragem. Tenho de arranjar força para acreditar que todas estas coisas más vão passar! Basta (tentar) acreditar!

Não importa o quão difícil as coisas possam parecer, há sempre algo de bom ao virar da esquina...

1 comentário:

  1. Hey miúda!
    Estás errada. Óbvio que estás errada!
    Uma pessoa má que nos lixa a vida, faz de tudo para nos mandar abaixo. Está nas tuas mãos permitir que o teu pai consiga ou não. O meu ficava furioso por não me afectar nem enervar. Faz como eu: pensa que as pessoas más são maluquinhos descompensados... e tratá-os como tal. Eu uma vez xeguei ao pé do meu pai (ele estava a fazer um escandalo, totalmente descontrolado), dei lhe uma faca e disse serenamente: "va... usa-a. Corta os pulsos para incrementar só mais um pouco o espetáculo". Ele ficou impávido a olhar-me. Ai eu conclui "então? calaste-te? já acabou o circo? tava a ver que não. da próxima vez corta os pulsos e eu faço-te um desenho com o sangue para te exemplificar como ser uma pessoa normal". O homem ficou passado, gritou ainda mais... mas aí os gritos já eram porque EU o tinha conseguido enervar =D

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