terça-feira, 2 de agosto de 2011

É para aqui que vou, quando vou ...

“ É para aqui que vou, quando vou:
É um quarto sem janelas nem portas, e paredes suficientemente finas para poder ver e ouvir tudo através delas, mas suficientemente grossas para me impedirem de passar.
Estou lá, mas não estou lá.
Bato para me deixarem sair, mas ninguém consegue ouvir-me.
[…]
É para aqui que vou, quando vou:
Um lugar completamente, irremediavelmente cor de laranja.
Um lugar onde o meu corpo se transforma num piano apenas com teclas negras, os sustenidos e os bemóis, quando todos sabem que para tocar a música que as outras pessoas querem ouvir, precisamos de algumas teclas brancas.
É por isso que volto:
Para encontrar essas teclas.”
 (No Seu Mundo/House Rules, Jodi Picoult)


Porque gostei!
Porque me identifico com isto.
Porque, muitas vezes, também me fecho no meu mundo.
Porque, por vezes, não consigo expressar-me nem relacionar-me com as pessoas, com a facilidade que gostaria.
Porque, quase toda a minha vida, até agora, estou no quarto de paredes finas, sem janelas nem portas e no qual consigo ouvir e ver tudo, mas não consigo quebrar essas paredes e sair.
Porque o meu mundo, também, se torna, irremediavelmente cor de laranja. E porque também, me torno num piano apenas com teclas pretas enquanto preciso também das teclas brancas. E tento, vezes sem conta, colocar essas teclas brancas em mim, para que possa tocar a música, que eu e algumas pessoas querem ouvir.

2 comentários:

  1. Adorei esse excerto quando li o livro. Já me tinha esquecido que o queria encontrar :) Adoro, adoro, adoro.

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  2. Obrigada Mafi! :D
    Sim, isso é giro :P Temos de fazer uma reunião para conferenciar sobre as malandrices que lhes vamos fazer xD

    <3

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