segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Dia Mundial de Luta Contra o Cancro

Hoje é o Dia Mundial de Luta Contra o Cancro.
Confesso que esta doença me mete medo! Medo que me tire pessoas queridas e importantes... enfim, muitas vezes aparece de forma inesperada.
O cancro já quase me tirou uma das pessoas mais importantes da minha vida, a minha mãe. Há cerca de nove anos a minha mãe teve cancro de mama. Na altura não percebi bem o que se passava, mas sabia que algo não estava bem. Tive a certeza da doença já depois da operação, quando vi um folheto sobre o cancro da mama em minha casa.
Depois vieram os tratamentos... quimioterapia e radioterapia. Lembro-me perfeitamente de ver o cabelo a cair, depois a cabeça sem um único cabelo. De ver a fraqueza após cada sessão de quimioterapia, as indisposições, todos os efeitos secundários que tinha. Depois veio a radioterapia, lembro-me de ver o peito queimado... a pele a cair, a vermelhidão, de ver "escrito" na cara dela que estava com dores, que não suportava a roupa em cima da queimadura. Passado uns tempos novamente a quimioterapia. O cabelo que já tinha começado a crescer caiu novamente, e aconteceu tudo o que tinha acontecido anteriormente.
Os tratamentos acabaram e as coisas começaram a voltar à normalidade. O cabelo cresceu, a queimadura ficou curada. Mas as feridas emocionais estavam lá e medo que a doença voltasse também. Disseram-lhe que até fazer cinco anos ainda havia a possibilidade de voltar, mas que como tinha sido detectado a tempo havia boas possibilidades de ficar tudo bem.
Até agora está tudo bem e já lá vão quase dez anos, tudo está estável! Tem sido acompanhada ao longo destes anos, faz exames regularmente e tudo de mantém estável!
Admiro muito a força que a minha mãe teve durante este processo que não foi fácil, sei que uma das coisas que mais lhe custou foi perder o cabelo. Continuou a trabalhar durante este processo, apenas faltava no dia dos tratamentos e nos dois/três dias seguintes. Acredito que ela se "forçava" a ir trabalhar de forma a não ficar fechada em casa a pensar na doença e também acredito que muita da força que ela teve foi por pensar em mim e na minha irmã. Lembro-me de ela dizer, pouco tempo depois de ter tido a doença, que se a tivesse novamente que não iria conseguir sobreviver, mas tudo correu bem e não teve de passar novamente por isso. Espero que tudo continue assim, estável e controlado!

1 comentário:

  1. A tua mãe é uma guerreira. Na minha familia, temos essa bela herança genetica. Todos vamos anualmente ao IPO fazer dezenas de exames, andamos sempre sob vigilancia. Para já não é algo que me atormente muito mas claro que vivo na sombra desse futuro doloroso.

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